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Anos mais quentes do passado
Por Anabela Pinto (Professora), em 2014/11/25417 leram | 0 comentários | 110 gostam
O estudo, desenvolvido na Universidade do Havai, em Manoa, explica que as temperaturas médias serão, a cada ano, mais quentes em várias partes do mundo, em relação às temperaturas entre 1860 e 2005.



  Anos mais quentes do passado serão a regra a partir de 2047.

  A partir de 2047 – mais mês, menos mês – o ano mais fresco será, ainda assim, mais quente que os anos mais quentes do passado. Parece confuso, mas é exatamente isto que defende o cientista Camilo Mora, num artigo publicado na revista Nature.
  O estudo, desenvolvido na Universidade do Havai, em Manoa, explica que as temperaturas médias serão, a cada ano, mais quentes em várias partes do mundo, em relação às temperaturas entre 1860 e 2005.
  De acordo com as previsões de Camilo Mora, estas mudanças climáticas chegarão mais rapidamente aos trópicos, colocando mais pressão nas sociedades, nos recifes de coral, a milhões de pessoas que consomem peixe e nas grandes florestas do mundo – incluindo o pulmão Amazónia.
  “Voltem atrás e pensem no evento mais quente e traumático que já experienciaram. O que estamos a dizer é que, rapidamente, esse evento vai tornar-se normal”, continua o responsável.
  A pesquisa baseia-se em modelos climáticos e gigantes programas computacionais que procuram reproduzir a física do sistema climático, prevendo a resposta futura aos gases com efeito de estufa.
  Se existir um esforço global para controlar estas emissões, estas temperaturas drásticas poderão ser adiadas entre 20 a 25 anos. Apesar do perigo ser apenas adiado, muitos cientistas dizem que este quarto de século é fundamental para que os humanos se adaptem a uma sociedade mais quente – e para que novas tecnologias nos ajudem a reduzir ainda mais as emissões futuras.
  “Se as tendências atuais de emissões de carbono continuarem, estaremos a empurrar muitos ecossistemas para condições climáticas que não ocorriam desde há muitos milhões de anos”, explicou Ken Caldeira, pesquisador climático no Carnegie Institution for Science, ao The New York Times.

  Greensavers, 10 de outubro de 2013.


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