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Auto da Barca do Inferno
Por Isilda Monteiro (Professora), em 2019/02/10123 leram | 0 comentários | 32 gostam
No passado dia 29 de janeiro, os alunos do 9.º ano foram assistir à representação da peça "Auto da Barca do Inferno", no auditório de São Mamede, em Perafita.

Nesta visita de estudo, os alunos do 9.º ano puderam usufruir de um espetáculo teatral que pretendia aprofundar o conhecimento da obra Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, bem como a sua intencionalidade satírica, contactando, mais uma vez, com a realidade teatral e participando num espetáculo de carácter cultural.
A companhia de teatro “O Sonho”, tal como nos tem habituado, superou estes objetivos, a avaliar pelos testemunhos recolhidos junto dos alunos.
Na nossa perspetiva, consideramos esta experiência essencial e, por isso, obrigatória para uma melhor compreensão da obra que temos estado a estudar, o Auto da Barca do Inferno. Além disso, salientamos o fantástico trabalho dos atores. Efetivamente, as nossas impressões acerca desta visita são muito positivas. Primeiramente, facilitou o estudo de uma obra algo complexa, se tivermos em conta que há toda uma contextualização histórica que tem que ser conhecida. Embora a ordem das cenas representadas tenha sido diferente das cenas lidas, essa opção não constituiu um obstáculo à compreensão da dramatização. Por outro lado, apreciámos imenso o desempenho dos atores, cómico e em interação permanente connosco. De facto, é de elogiar a sua presença em palco, forte e constantemente convidativa, tornando a representação sempre interessante, do princípio ao fim. Resta-nos agradecer esta experiência, vantajosa, mas também divertida, que nos ajudou no estudo deste texto complexo, porém relevante.

José e Vasco – 9.º B

Na nossa opinião, o trabalho dos atores foi excelente, o que nos facilitou o estudo da obra, para além de nos ter proporcionado momentos de grande diversão. A dramatização cómica tornou bem mais simples um texto que é complicado e algo pesado. Para isso, muito contribuiu a interação com o público, bem como a associação de pequenas coisas à atualidade. Apesar de a ordem das cenas não se encontrar da forma pela qual estudámos, isso não foi impeditivo de compreender toda a obra, nomeadamente a sua mensagem. Em suma, desde a qualidade dos atores até à forma como foi pensada a teatralização do texto, tudo merece ser reconhecido, pelo que só nos resta agradecer esta experiência proporcionada pela nossa Escola e pela companhia de teatro “O Sonho”.

Lara e Margarida – 9.º B

Gostámos de todas as cenas, mas principalmente daquelas em que os espectadores puderam participar, como, por exemplo, a cena do Corregedor, na qual três alunos foram convidados a subir ao palco, o que provocou agitação e riso por parte da plateia. Apesar da diversão e do contacto com o público, houve respeito dos alunos pelo trabalho dos atores e vontade de aprofundar o conhecimento da obra, pelo que o silêncio também existiu. Refira-se ainda que constatámos que o encenador optou por mudar a entrada das personagens em cena relativamente à obra original de Gil Vicente, provavelmente por uma questão de economia de atores, mas que tal não afetou em nada a mensagem que Gil Vicente pretendia passar com este seu Auto, bem como a sua estratégia “ridendo castigat mores”.

Beatriz, Bruna e Carolina – 9.ºC
  
Entrámos no auditório um pouco barulhentos, mas isso não durou muito, pois, iniciada a peça, permanecemos atentos até ao final, ainda que com vários risos, claro, por ser uma obra muito engraçada, na qual o cómico criado por Gil Vicente foi extremamente bem interpretado pelos atores. Esta interação dos atores com o público não se ficou pelas diversas interpelações feitas, pois alguns alunos puderam ainda subir ao palco e juntar-se ao elenco (nas cenas do Corregedor, Alcoviteira e dos Quatro Cavaleiros). Para além de nos termos divertido, sabíamos que havia aprendizagens a fazer e a verdade é que ficámos com uma melhor visão da mensagem da obra, tendo em conta o contexto em que surgiu. Juntou-se, portanto, “o útil ao agradável!”.

Eduardo e João, 9.º D

Para além de nos ter proporcionado uma melhor compreensão da obra, esta ida ao teatro trouxe-nos momentos de diversão inesquecíveis. Já nos tínhamos divertido durante a leitura, mas, ali, integrando um público constituído essencialmente por jovens como nós, tudo se tornou mais interessante. A mensagem vicentina e a intencionalidade dos diversos cómicos ficaram mais claras, tudo conseguido através da comunicação que os atores foram tendo com o público, bem como algumas das opções do encenador, nomeadamente o facto de ter utilizado elementos do contemporâneo, como a dança e a música, o que lhe conferiu até alguma atualidade. Não nos foi difícil de ali imaginar algumas personalidades do nosso século cujos “vícios” bem mereciam ser “julgados”! Ridendo castigat mores foi uma estratégia bem conseguida na altura e, decerto, também o poderia ser agora!

Tânia e Tomás – 9.º D





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