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Mistério no Natal - 8.ºano
Por Isilda Monteiro (Professora), em 2019/01/31113 leram | 0 comentários | 61 gostam
No âmbito do concurso de escrita, atividade do grupo de Português, a Madalena Carvalho, 8.º D, foi a vencedora. Parabéns!


                                Um mistério de Natal

Era uma vez numa aldeia muito distante uma loja, mas não era uma loja igual às outras...
Todas as pessoas conheciam a pequena e única loja de brinquedos do senhor Francisco.
Francisco era um homem idoso e muito doente, mas não deixava de sorrir durante um único segundo e isso fazia dele o homem mais feliz da aldeia. O velho Francisco adorava o seu trabalho e orgulhava-se dele, pois desde pequeno que observava o seu pai a limpar as bonecas de porcelana e a aperfeiçoar os os bonecos de madeira da loja.
Era dia vinte e quatro de dezembro e era por volta das seis e meia da manhã. Nevava tanto que os carros estacionados na rua estavam cobertos com neve. Na rua não se avistava ninguém, apenas um homem que caminhava com uma certa dificuldade devido a uma perna coxa. Era Francisco que ia para a sua querida loja. O velho abria às sete horas da manhã todos os dias. A sua primeira cliente era a D. Marisa, que lhe comprava sempre uma boneca de porcelana, pois tinha pena do pobre homem falido, mas mesmo falido. O Francisco trabalhava sempre com a mesma ambição e esforço de quando começara a trabalhar na loja. Mais um dia de trabalho acabara e o velhinho acabará de chegar a casa para celebrar a sua nonagéssima oitava véspera de Natal.
Francisco estava sentado na mesa gigante de madeira. Sozinho, deliciava-se com um pouco de peru que sobrara de outra refeição e um vinho que já estava guardado desde o Natal passado. O velho Francisco vivia sozinho. Tinha uma filha que nunca o visitava e vivia muito longe.
Depois daquela pequena ceia, Fracisco ajoelhou-se (com uma certa dificuldade) em frente à janela, observou as estrelas e pediu um desejo, desejo esse que nunca saberemos qual seria... De repente, o som da campainha entoou pelo silêncio da casa e o coração do velho Francisco parou... Lentamente, Francisco abriu a porta e um vulto de uma mulher jovem adulta apareceu. Mas... era mesmo a sua filha Merida. O pobre homem abraçou com todas as suas poucas forças a jovem e ela mostrou-lhe o seu bilhete de avião apenas com ida, Ele perguntou-lhe:
-Será verdade? Tu voltaste para mim outra vez?!
-Sim! - diz com emoção - e tenho um pequeno presente.
Depois disto, ela mostra-lhe um bebé enrolado cuidadosamente num cobertor. O velhote saltou de alegria. Sem dúvida, o melhor presente de Natal.

Madalena Carvalho, 8.º D


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