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Ah! Se acontecesse enfim qualquer coisa!
Por Alda Chaves (Professora), em 2012/11/20496 leram | 0 comentários | 129 gostam
Inspirados nas leituras feitas na aula de Língua Portuguesa e no “desejo” inspirador de José Gomes Ferreira, os alunos do 9.º C quiseram escrever…

   Se acontecesse algo que nos fizesse parar, que nos imobilizasse (vinte segundos seriam o suficiente!) e nos fizesse prestar atenção ao espaço envolvente, às pessoas que, tal como nós, passavam naquele momento! Chegaríamos, decerto, à conclusão do quanto somos egoístas! Talvez seja a rotina, ou mesmo o avanço dos ponteiros do relógio. Talvez estes constituam, entre outros, a razão pela qual nos revelamos tão orientados e tão direcionados para a nossa vida, para o nosso destino, o nosso bem-estar! Apercebeste-te do menino que chorava, encostado ao muro? Reparaste no homem que tocava guitarra e pedia esmola junto à estação do metro? Deste conta da tristeza esboçada no rosto do velhinho sentado, só, no banco do jardim? E a aflição do cão ferido na berma da estrada? Pois… Em situações como estas, padecemos de uma cegueira temporária, adotando, portanto, uma indiferença que chega a tocar a insensibilidade e o egoísmo. Simplesmente, convém. Parafraseando José Gomes Ferreira, “sofremos (mas só) teoricamente”, pois, na prática, acabamos por não intervir, não reagir e seguir em frente, rumo à vida de cada um. Passamos ao lado, literalmente ao lado! Ninguém repara nas pessoas que se cruzam, por coincidência, connosco, seja em que circunstância for. E porquê? Porque, naquele momento, não é o prioritário. A grande prioridade somos nós próprios e os nossos próprios interesses. Ah! Se acontecesse enfim qualquer coisa!


Filipa Campos

9.º C

8 de novembro de 2012


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