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Ler a peça ou ir ao teatro?
Por André Silva (Aluno, 8ºA), em 2018/05/2935 leram | 0 comentários | 6 gostam
O livro chama-se "Aquilo que os olhos veem ou o Adamastor", de Manuel António Pina, e a peça tem o mesmo nome, mas foi encenada e representada pela companhia do teatro "O Sonho", no auditório do Salão Paroquial de Perafita.
Comentário crítico

Na peça de teatro “Aquilo que os olhos veem ou o Adamastor”, de Manuel António Pina, são relatados acontecimentos de três tempos cronológicos diferentes: presente (1520), perfeito (1501) e mais-que-perfeito (1488).
Na minha opinião, no início, a mudança do tempo cronológico é um bocado confusa, mas depois com o decorrer da peça já se torna tudo mais claro.
Uma das partes mais interessantes da história é quando dois marujos, enquanto faziam a aguada, encontraram um jovem, em muitas más condições físicas e psicológicas, chamado Manuel.
Manuel, um jovem marinheiro do Porto, relatou que foi arrastado contra as rochas por um demónio denominado por Avantesma ou Adamastor e chegou a pensar que estava morto. Sinceramente, as pessoas, naqueles tempos, acreditavam em muitas coisas impossíveis e sem provas científicas, como dizia também o Mestre João, que era um cientista e não encontrava uma explicação para a narração do rapaz.
Se estivesse no lugar do Mestre João, também não acreditaria no tal Adamastor, mas na cena 5 acontece uma coisa que o deixou na dúvida. Rebentou uma tempestade e todos diziam ter visto o monstro. Obviamente que eram só ondas ou nevoeiro, pois não existem monstros, penso eu.
Quando acabamos de ler esta peça, continuamos sem saber se realmente o Adamastor existia ou se eram só alucinações dos tripulantes.
Recomendo a toda a gente, pois achei o enredo muito interessante e com algum suspense. Estou ansioso para ver esta peça representada no teatro, deve ser ainda mais empolgante do que no papel.


Relatório da ida ao teatro

No dia 27 de abril, pelas 10 horas, todas as turmas do 8º ano da escola foram assistir à peça de teatro “Aquilo que os olhos veem ou o Adamastor”, no Centro Paroquial de Perafita.
Mal chegamos, tivemos de aguardar algum tempo cá fora antes de entrarmos. Passados 30 minutos, entramos e sentamo-nos nos devidos lugares.
Começou o espetáculo!
É muito mais interessante assistir a uma peça de teatro do que a ler num livro. No geral, a representação foi fantástica, mas a parte de que gostei mais foi quando o Mestre João, o Manuel e um marinheiro estavam a ensaiar uma peça de teatro de Gil Vicente. Acho que não fui só eu que achei esta a melhor cena, pois foi hilariante.
Gostei muito de assistir pela primeira vez a uma peça de teatro e ainda por cima com a melhor companhia, “O Sonho”.


Tiago Barros Gonçalves 8.ºA

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