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Acidente mortal no Metro
Por Isilda Monteiro (Professora), em 2018/05/0876 leram | 0 comentários | 7 gostam
Em Matosinhos, Luana, uma menina de 13 anos, perde a vida quando ia pendurada no Metro.
Luana Pereira ia com uma amiga à Senhora da Hora e ficou com o pé preso quando tentava sair das carruagens do metro.

Luana Pereira e uma amiga saíram juntas do Bairro de Aldoar, no Porto, onde viviam, para ir à festa da Senhora da Hora, em Matosinhos. Apanharam o metro na estação das Sete Bicas e, enquanto a amiga ocupou um lugar no interior do metro, Luana Pereira, de 13 anos, arriscou ir de "pendura" no meio de duas composições para não pagar bilhete.
Foi uma boleia de alto risco que lhe custou a vida. A jovem acabou por morrer na estação do Senhor de Matosinhos, após ter ficado com o pé preso quando ia a sair da carruagem. Luana Pereira sofreu múltiplos ferimentos e, apesar das tentativas de reanimação, morreu no local.



Colega abalada

A amiga da vítima, de acordo com os vizinhos, teve de receber apoio psicológico. "Ela veio a pé desde Matosinhos até ao Porto. Só metia as mãos à cabeça, aos gritos. Não come nem nada".
No bairro onde Luana Pereira nasceu, a adolescente é recordada como uma rapariga "rebelde, mas muito meiga" que "não costumava arriscar tanto". "Vamos sentir a falta dela. A miúda era uma alegria. Falava com toda a gente e a avó fazia tudo por ela", garantiu outra vizinha, revelando que, daqui a três semanas, a jovem fazia anos.

Jovens colocam a vida em risco

Chama-se "train surfing" e é o fenómeno internacional que leva os jovens a viajar pendurados nas laterais dos metros, sentados nos pára-choques ou empoleirados nos tejadilhos das composições. São demonstrações de exibicionismo e de valentia que não resultam da tentativa de viajar sem bilhete. Alguns têm assinatura mensal, mas, ainda assim, não ocupam lugar no interior das composições. Os troços entre a Senhora da Hora e a Trindade são os locais onde a prática é mais comum. Os riscos são elevados: há o perigo de atropelamento, de queda ou de eletrocussão.
Esta atividade levou a Metro do Porto, em 2015, a reforçar a segurança com mais equipas no terreno para vigiar estes comportamentos e reportar os casos à Polícia. No mesmo ano, a Proteção Civil apelou aos diretores dos agrupamentos de escolas para que fosse desenvolvido um trabalho de sensibilização junto dos estudantes para os perigos do "train surfing".

Marisa Silva- Jornal de Notícias(adaptado)
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