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A masked war will end us
Por Francisco Silva (Leitor do Jornal), em 2016/11/22263 leram | 0 comentários | 40 gostam
Religiões servem de disfarce num mundo onde a guerra é teatro.
Se toda a obra-prima da religião era dar às pessoas um novo significado de vida, desde sempre falhou, e, hoje, assistimos a um verdadeiro teatro, em que os produtores enriquecem, os atores viram heróis, por vezes, e o público, esse, que é aqui o subordinante, mas disso não sabe, morre.
Num mundo onde tudo cai, vemos os de batina a apelar, de forma aconchegada, à paz, enquanto ao mesmo tempo a política e o metal 'valioso' que no bolso carregamos cintilam disfarçadamente. Disfarçados de religião, de forma a, e frente a um público cada vez mais ignorante, ganharem mais credibilidade e união sobre quem pensa como eles.
O mundo divide-se. Cada vez mais as fronteiras são cerradas, erguem-se muros entre nós. Estivesse eu no metaforismo, mas não. E esses muros tão vincados, grossos e inexpressivos, dividem o homem naquilo que seria uma enorme harmonia "color" entre nós, humanos, criando assim um contraste vazio e inexplicável.
Um devaneio assim parece parvo, tonto, à adolescente mesmo. Falemos à nortenho e digamos que, por momentos, estou "todo marado da cornadura". Oh e se estou! E sabeis porquê? Porque vendo tudo isto (com apenas 15 anos) AINDA acredito neste pobre ser que em grande massa habita. Chamai-me tolo, dizei que acredito em "histórias da carochinha" e que não vale a pena, porque nada mudará. Portugueses e basta digo eu, e, no dia em que olharem para trás de arrependidos por nada terem pensado ou feito por não valer a pena, lá estará Camões, erguendo-se dos Jerónimos, entoando quase como em coro:
- " As pessoas pasmadas, de ignorantes,
As lágrimas no rosto, a cor perdida,
Cuidem que o mundo já se destruiu. "


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