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'Metamorfose Ambulante'
Por Francisco Silva (Leitor do Jornal), em 2016/10/15332 leram | 2 comentários | 47 gostam
Lá vai o adolescente andando. Lá vai a metamorfose ambulante.
Após uma breve pesquisa pela palavra “metamorfose”, deparei-me com a música de Raúl Seixas, “Metamorfose Ambulante”. Publicada em 1973, a música afirma uma posição do autor em relação a si mesmo. Afirma preferir viver num estado de constante mudança do que ser o mesmo todos os dias, com opiniões imutáveis e intransigentes.
“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.” – afirma Seixas na canção.
Refletindo sobre isto, penso naquele ser que, voluntária ou involuntariamente, vive numa constante mudança. Qual seria aquele ser que materializava a “Metamorfose Ambulante”? A resposta estava à minha frente. Refletida num espelho a olhar para mim. Um adolescente olhava-me. Vivendo numa constante mudança consigo ou com os outros, mudando para parecer bem ou incluído, alternando entre um mundo de felicidade e pura tristeza, lá vai o adolescente andando. Lá vai a metamorfose ambulante.

Numa constante metamorfose de emoções vive o adolescente. Se agora está feliz, a seguir está em pura depressão, desesperado porque o mundo à sua volta se desfaz em pequenas partículas. Se agora diz A, nos minutos que se seguem a sua opinião passará por C e D, para assentar em B. Para lá e para cá anda a cabeça de um adolescente perdido na sua metamorfose de emoções e pensamentos. “Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes.” – “Metamorfose Ambulante, Raúl Seixas ‘73”

As lagartas viram borboletas uma vez. Após um estágio que pode levar semanas ou anos, a lagarta rasga o casulo para completar uma fase de transição da sua vida. Tal como a lagarta, o adolescente vive nessa metamorfose constante. Vai rasgando o casulo por ação do descobrimento daquilo que ele próprio é.
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Trabalho para a disciplina de Projeto e Tecnologias, Fotografia. Escola Artística Soares dos Reis, 2016/17, 11ºano D2. Francisco Silva.

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Comentários
Por Isilda Monteiro (Professora), em 2016/10/18
Como cresceste, Francisco!
Adorei o teu texto.
Conto contigo na festa dos 25 anos da escola.
Por Francisco Silva (Leitor do Jornal), em 2016/10/22
Não podia faltar!
Lá estarei!

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