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Ser sargaceira
Por Nuno Tomás (Aluno, 6.ºC), em 2016/10/03479 leram | 1 comentários | 63 gostam
Conhecer o passado da nossa região permite-nos compreender melhor o presente.
Quem melhor do que a minha avó para o explicar?

Uma pequena conversa-entrevista a Maria de Lurdes,61anos,residente em Agudela,Lavra,que durante algum tempo andou na apanha do sargaço.

LPL-Por que razão escolheu ser sargaceira?
ML-Eu não escolhi ser sargaceira, foi a vida que me obrigou, isto é, precisava de mais dinheiro para viver, os tempos eram muito difíceis e com apanha do sargaço ganhava mais algum dinheiro.
LPL-Como era ser sargaceira?
ML-Ser sargaceira era um trabalho muito duro e de muito sacrifício.
LPL-Era um trabalho solitário?
ML-Não, era um trabalho feito em comunidade, sempre que os meus filhos tinham tempos livres, vinham-me ajudar, assim como outras colegas e vizinhos.
LPL-Havia outros tipos de algas, que se podiam apanhar?
ML-Sim, apanhava o “cabelo” e o “botelho”.
LPL-Onde se encontravam?
ML-Encontravam-se nas rochas, ao contrário do sargaço que vinha dar à praia.
LPL-Qual era o seu preço monetário?
ML-O preço variava com o comprador, mas era muito baixo para o trabalho que dava.
LPL-O sargaço, o “cabelo” e o “botelho” para que servem?
ML-Para que servem… eu não sei ao certo, mas quem o comprava dizia que servia para fazer produtos medicinais e era usado como adubo para os campos agrícolas.
LPL-Gostou de ser sargaceira?
ML-Gostei. Foi uma experiência única e pelo convívio entre as sargaceiras e as crianças. Eram tempos difíceis, mas muito felizes.
LPL-Era bom ter uma ligação direta ao mar?
ML-Era muito bom, sentia de perto a Natureza e usufruía de uma vista maravilhosa. É com muita pena que vejo esta atividade acabar.

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Comentários
Por Susana Almeida (Professora), em 2016/10/04
Muitos parabéns! Adoramos ler a tua notícia! Aguardamos pelas próximas!
Susana e Filipe

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