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"Erros meus, má fortuna, amor ardente."
Por Francisco Silva (Leitor do Jornal), em 2016/03/02303 leram | 0 comentários | 44 gostam
No 10º ano, em Artes, andei a estudar um pouco sobre esta grande personalidade viva, na poesia portuguesa.

Poderia escrever uma completa biografia desta intelectualidade que tanto nos disse e ensinou. Aliás, ensina. Camões não desapareceu a 10 de junho de 1579 (data de sua morte). Não. Camões continua presente. Presente sempre que alguém lê um dos seus poemas, nas mais variadas formas. Por isso, leiam. Leiam em voz alta, gritem, falem baixo, sussurrem, voltem a gritar, ouçam-vos a falar e a exclamar a poesia. Mas leiam. Leiam para vocês, leiam para quem não pode ver, ou "gestualizem" para quem não ouve...
Só assim poesia como esta perdura.


"Erros meus, má Fortuna, Amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a Fortuna sobejaram,
Que para mim bastava Amor somente.

Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.

Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa a que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.

De Amor não vi senão breves enganos.
Oh! Quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!"

Luís Vaz de Camões

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Francisco Silva (9ºA 2014/15)


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