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Um Pai Natal Solidário - 7.º ano
Por Isilda Monteiro (Professora), em 2016/01/13620 leram | 0 comentários | 301 gostam
CONCURSO DE ESCRITA - 2015/16 - Uma vez mais os nossos alunos abriram as portas da imaginação e revelaram grande criatividade.



Um Pai Natal solidário

Faltava apenas uma semana para o Natal, as pessoas vagueavam pelas ruas das cidades à procura do presente que fora deixado para último na lista de prendas. Mas esta maneira de ver só abrangia a parte bonita, pois por trás de toda esta alegria existiam, também, aqueles sem alimento e sem família.
Santiago, uma pequena criança insignificante para todos, via o mundo de outra maneira. Sempre que passava por alguém gostava de a cumprimentar, e sempre que via alguém a pedir, insistia com os pais para que estes lhe dessem alimento ou qualquer outro bem essencial. Não via problema em brincar com ricos ou com pobres. Tratava-os todos da mesma maneira. Por sua vez, os pais não ligavam a essas coisas e ignoravam o menino.
Numa tarde fria e chuvosa, Santiago conversava com o avô, em frente à lareira, sobre tudo o que sentia e veio ao de cima a tristeza das pessoas sem uma família. O avô, indignado com a perceção do neto sobre a vida, sentou-se com ele no chão, junto à lareira e conversou sobre esse tema. Descobriram, então, que defendiam a mesma ideia sobre todos aqueles que não tinham uma família. Achavam, portanto, que os sem-abrigo tinham o mesmo direito de passar um Natal feliz como todos os outros.
No fim de uma longa e séria conversa, decidiram que Santiago e o avô Sérgio tornariam o que seria um Natal infeliz e aborrecido na noite mais alegre e divertida que alguma vez aquelas pessoas, com necessidades, tinham passado. Nessa mesma tarde, depois de beberem os seus chocolates quentes, saíram de casa e começaram logo com a compra de comida e prendas para aqueles que mais as necessitavam.
Na véspera de Natal, todas as compras já estavam organizadas e postas na carrinha que serviria de “trenó” naquela noite tão especial. Foi então que, às sete da tarde, dois familiares abdicaram da própria noite de Natal para tornar aquele momento algo especial.
À medida que distribuíam toda aquela comida juntamente com presentes, Santiago e Sérgio sentiam-se melhor e mais contentes.
Quando chegaram a casa, sentiram os dois uma emoção enorme… Não sabiam se deviam chorar ou rir de tanta alegria. Por isso, apenas se abraçaram. Ao ouvido de Santiago, Sérgio disse apenas:
- Espero que tenhas gostado desta noite. Eu gostei mais de tornar estas pessoas felizes do que receber milhares de prendas. Obrigado por me fazeres tão feliz nesta noite.
O neto, após este abraço, apenas levantou a cabeça e SORRIU.





                          Maria Miguel Martins Santos, 7.º C
                                                         



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