Lavrando Pa
Pesquisa

Terror voltou a Paris
Por Isilda Monteiro (Professora), em 2015/11/14319 leram | 0 comentários | 49 gostam
Vários ataques coordenados na capital francesa no maior atentado da última década na Europa. Só na histórica sala de concertos Le Bataclan há cerca de 100 mortos confirmados. França fecha fronteiras e declara o estado de emergência.
Três bombas explodiram no exterior do “Stade de France”

Carlos Parada estava na última fila das bancadas do Estádio de França, com o filho mais novo, de dez anos. “Já estávamos a assistir ao jogo quando se ouviu a primeira explosão”, conta. Eram 9h17 e poucos reagiram ao estrondo, que vinha do lado de fora do recinto. Uma rapariga à sua frente começou a chorar e disse que queria ir embora.
“Só no segundo tempo é que soube mesmo o que estava a acontecer”, diz Parada, um psiquiatra brasileiro que vive há quase 30 anos em Paris. Não houve alertas através dos altifalantes. Mas os espetadores foram sabendo aos poucos do que se estava a passar e a meio do segundo tempo muitos começaram a sair. “Eu preferi ficar porque estava na última fila, num lugar preservado. Eu podia olhar para fora, vi que estava cheio de polícias. Pensei: ‘Estou no lugar mais seguro que posso estar agora’”, afirma Carlos Parada.
A situação mais complicada ocorreu depois do fim do jogo. Houve dois episódios de correria desenfreada, em pânico. Foi então que os espetadores foram para o relvado. Muitos já estavam fora do estádio e voltaram. “É um reflexo esquisito. O relvado era o lugar mais exposto e mais iluminado para se levar um tiro”, avalia Carlos Parada. “Fiquei num recanto da arquibancada e esperei tudo acabar”.
“Disseram-nos depois, nos altifalantes, que podíamos ir embora, que era seguro. Mas não quis apanhar o metro, porque me pareceu mais perigoso, poderia haver uma nova bomba ou outro movimento de massa”, relata o psiquiatra.

Bataclan, o palco de uma carnificina

Instalada num edifício de dois andares, a sala foi transformada num cinema em 1926 e, em 1933, sofreu um incêndio que o destruiu parcialmente.
Em 1969, não resistiu ao passar do tempo e acabou por fechar as suas portas.
O Bataclan ressuscita em 1983 e reabre como sala de espetáculos.
Atualmente, a sua atividade é muito eclética, acolhendo eventos muito diversos.
Nesta sexta-feira à noite, a banda “Eagles of Death Metal” que estava a tocar, quando a sala de espetáculos Bataclan foi atacada por terroristas, escapou ilesa. São norte-americanos e tinham um concerto marcado para Lisboa, no dia 10 de dezembro, mas a digressão já foi cancelada.
Todos os oito atacantes foram mortos.

(adaptado)


www.publico.pt/mundo/.../tiroteio-em-curso-no-centro-de-paris-1714401

Mais Imagens:

Comentários

Escreva o seu Comentário